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Campeonato Ibérico Masculino 2017

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Nos dias 16 e 17 de Setembro, o Clube de Orientação do Minho (.COM), organizou na zona de Salto e Montalegre o Campeonato Ibérico Masculino, evento de Orientação organizado todos os anos de forma alternada em Portugal e Espanha. Este evento foi composto por tres etapas de orientação, Distancia Média (sábado de manha), Sprint (Sábado a Tarde) e Distancia Longa (Domingo de manhã).

Mais uma vez fomos presenteado com uma organização de alto nível, com terrenos e percursos excelentes para a prática da modalidade, o que foi de agrado da maioria dos atletas presentes (eu pessoalmente adoro este tipo de terrenos).

Quanto a minha participação, foi muito boa, tendo sem duvida alcançado um dos objectivos a que me propus que era ser mais uma vez Campeão Ibérico no meu escalão, sendo que o meu objectivo principal, que é e sempre será, fazer provas sem erros técnicos, ficou um pouco longe, tendo sido a prova de distancia média a que mais erros cometi.

Sábado de manhã na zona do Lodeiro de Arque (mapa aqui), fui 2º classificado a mais de 1,46 minutos do vencedor, sendo que este resultado acabou por ser bom atendendo aos erros que cometi. Entrei bem no mapa e até ao 3º ponto de controlo correu muito bem, mas no 4º ponto de controle perdi cerca de 30 segundos para o melhor parcial, mas o pior estava para vir quando ao 6º ponto de controle cometi um erro de navegação e perdi cerca de 3,40 minutos, para piorar ainda fiquei “desorientado” logo a seguir para o 7º e voltei a enterrar mais 1,15 minutos e acabei por entregar o primeiro lugar na geral.

Sábado a tarde fomos até a cidade de Montalegre (mapa aqui), para fazer um percurso de sprint, um percurso que foi feito sem erros técnicos o que me deixou muito satisfeito no final, sendo que venci o sprint com mais de 1 minuto de vantagem para o 2º classificado e recuperei a liderança do Campeonato Ibérico no meu escalão.

Domingo de manhã voltamos a zona do Salto (mapa aqui), para a terceira e ultima etapa deste Campeonato Ibérico, uma prova de distancia Longa. Mais uma vez fiz uma prova muito boa tecnicamente (digo tecnicamente porque fisicamente ainda ando em recuperação de forma), e uma vez que estava em primeiro na geral a ideia era não cometer erros nem arriscar de mais nas opções. Se assim pensei assim o fiz e do tempo que perdi foi no 9º ponto de controlo onde fiz um desvio para ir beber agua (perdi cerca de 40 segundos), e logo de seguida no 10º ponto de controlo onde uma zona de vegetação me fez sair da direcção que queria e acabei por perder cerca de 1,24 minutos, tempo este que acabou por ser insignificante na classificação final pois acabei por ser primeiro classificado na distancia Longa e no Campeonato Ibérico em H45.

Resta-me agradecer aos meus amigos pelo carinho e apoio que sempre me deram, ao COC pelo apoio e a Serfisio Barcelos pela minha recuperação para poder competir ao mais alto nível.

Resultados aqui

fpo

Baú da nossa memória (iniciativa FPO)

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Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999 Sou o Joaquim Sousa.

Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991, durante o Curso de Comandos.

A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação, repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999
Sou o Joaquim Sousa. Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991,durante o Curso de Comandos. A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação,repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória. O que venho partilhar aconteceu em Espanha, na Corunha, em 1999, aquando da Taça dos Países Latinos daquele ano, naquele que foi o meu primeiro (e único) título internacional pela Seleção Nacional. Até há uns anos atrás, Portugal participava na Taça dos Países Latinos, uma competição de Orientação na qual os melhores e as melhores atletas, Juvenil, Júnior e Sénior (1 masculino e 1 feminino de cada escalão) de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Roménia disputavam o Título de Campeão Latino. Em Portugal, os atletas selecionados para esse evento eram os vencedores do ranking da época anterior. Só os vencedores tinham portanto o privilégio de representar Portugal nesta competição. Nesse ano finalmente calhava-me a mim, pois tinha cumprido a regra, de facto. Com efeito, mesmo que tenha mostrado que era o melhor atleta nacional dois-três anos anteriores, não podia participar naquela competição, pois “diz a regra que quem vai é o vencedor do ranking e ponto final”, para usar as palavras do Diretor Técnico Nacional da altura. Abro um parenteses para explicar que à época o sistema de pontuação era diferente, sendo que as provas ‘internacionais’ davam pontos a dobrar para o ranking. Sucede que na altura havia atletas que corriam muito e que acabavam por aproveitar as boleias para arrecadar pontos a dobrar para o ranking. Mas viajemos para a Corunha, para edição de 1999 da Taça dos Países Latinos. No deslocamento da comitiva fui o último a iniciar a viagem, pois só entrei na carrinha da FPO em Braga. No primeiro dia de competição fui segundo classificado, perdendo 5 segundos apenas para uma jovem promessa francesa, de seu nome Tierry Geourgeou, mas adiante do também jovem promissor belga Fabien Pasquasy.
No segundo dia comecei bem a prova. Lembro-me bem de numa opção do percurso ver pegadas e pensar “estou a fazer boa opção, os outros atletas também passaram por aqui”. Acontece que essa opção me levou na direção de um rio. Era novembro. O rio levava muita água. Não havia outra solução que não atravessar, tanto mais que o ponto de controlo seguinte era uns 50 metros depois do rio. Ainda estudei o mapa, mas não vi nenhuma ponte ou passagem. Olhei para montante e jusante, mas também não vi ponte ou passagem. Atravessei! Com a água pelo peito, a minha maior preocupação era manter o mapa e o cartão de controlo fora da água.
Quando cheguei à outra margem fui assaltado por um pensamento: “tanta pegada do outro lado, e agora não se vê pegada nenhuma deste lado!?” Quando vi o ponto de controlo voltei-me a concentrar e esqueci esse assunto – só não esqueci mais depressa porque demorei a aquecer com o frio que estava.
No final da prova, quando conversava com o resto da comitiva nacional, critiquei por a organização obrigar os atletas a atravessar um rio tão perigoso, ainda para mais com um frio como o que estava. Todos me responderam que tinham utilizado a ponte para atravessar. Claro que contrapus que tal ponte não existia. Mas depois de ver no mapa deles verifiquei que afinal havia uma ponte. Porque é que eu não a tinha visto? Fui ver o meu mapa e lá estava ela, escondida, um centímetro depois da dobra do mapa. Sim, tenho o hábito de dobrar o mapa de maneira que fique apenas um ou dois pontos de controlo visível. Estava explicada a razão de não ter visto as pegadas do outro lado do rio. Os restantes atletas correram uns 150 metros ao longo do rio para passar na ponte. Devia ter feito o mesmo, sempre era melhor que correr gelado depois de sair da água. Mas não há prova molhada que não seja abençoada, como diz o famoso adágio popular. Venci o segundo
dia por uma margem de cinco minutos. No final fui coroado grande vencedor da Taça dos Países Latinos 1999, naquele que foi o primeiro título deseleções para Portugal.
Enquanto para todos os portugueses havia um título para festejar, estranhamente para mim era apenas mais uma vitória, igual a dezenas outras que já tinha conquistado. Só nos meses seguintes, depois de inúmeras felicitações e de ter sido nomeado para Atleta do Ano junto da Confederação do Desporto de Portugal, é que tive a real noção do feito alcançado.

Autor: Joaquim Sousa
Baú da Nossa Memória

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Campeonato Ibérico de Orientação 2016 – Média

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Depois da Distancia Longa e Sprint em floresta no Sábado, no Domingo realizou-se a Distancia Média no centro Histórico de Ciudad Rodrigo.

Se por um lado estava motivado pelo facto de não estar com muitas dores no tendão, por outro lado o facto da prova ser toda em estrada estava a deixar-me com algum receio das dores que se iriam seguir, ainda por cima sendo a terceira prova em 24 horas.

Depois de pegar no mapa e verificar que a primeira parte (tinha-mos troca de mapa) da prova era só dentro da zona histórica, motivou-me ainda mais pois a prova era técnica o que me dava esperanças de um bom resultado.

Comecei bem, sem hesitar, consegui fazer a antecipação e simplificação, só não consegui correr a 100%, 1º ponto feito, 2º também, com a antecipação verifiquei que para o 3º ponto de controlo era só correr por cima da muralha, mas, a certa altura e a uns 150 metros de chegar ao ponto vi que no mapa a muralha estava pintada de vermelho, cor que associei a zonas proibidas na Orientação, por isso desci da muralha e fiquei um pouco perdido em relação ao que poderia fazer para chegar ao 3º ponto de controlo, uma vez que o ponto era em cima da muralha mas no mapa tinha vermelho na muralha dos dois lados por onde se poderia aceder ao ponto de controlo. Fiquei um pouco perdido, mas com a certeza onde eu me encontrava, pois o 4º ponto de controlo estava a uns 50 metros de mim o que me fazia ainda mais confusão. Pensei, pensei e voltei a pensar o que a organização queria que eu fizesse para conseguir chegar ao ponto e depois de alguns segundos (que pareceram uma eternidade) comecei a ver outros atletas a passar por debaixo da muralha foi então que percebi que se calhar o vermelho não era proibido mas sim os túneis existente.

Voltei a subir a muralha e corri de raiva ignorando a dor e o cansaço, não voltei a cometer nenhum erro nem hesitações até final da prova.

No final analisando os splites verifiquei que tinha feito o 2º melhor tempo para o 1º pontos de controlo e o melhor tempo para o 2º ponto de controlo o que já me colocava em 1º lugar na geral, com aquele erro acabei por fazer o 36º tempo nessa pernada e passei de 1º na geral para 13º, só voltei a recuperar a liderança ao 15º ponto de controlo.

Splites

Media parte 1

Media parte 2

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Campeonato Ibérico de Orientação 2016 – Distancia Longa e Sprint

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Mesmo sem estar em condições mínimas para competir (continua a doer-me o calcanhar quando corro, mesmo que pouco tempo) fui até Ciudad Rodrigo (Espanha) para participar no Campeonato Ibérico 2016 (estranhamente não vejo escrito em nenhum dos 4 mapas que me deram a designação de Campeonato Ibérico, mas já fui ver os diplomas e lá está escrito Campeonato Ibérico).

Foram realizadas três etapas, distancia longa e média e sprint, tendo sido a distancia Longa e o Sprint (em flores) tendo sido a distancia media realizada no domingo em cidade, no centro histórico de Cidade Rodrigo.

No sábado de manhã fomos até El Potril, terreno agradável para fazer orientação que eu achei um pouco rápido para o meu estado físico. A prova correu-me bem tecnicamente, fiz apenas um pequeno erro no 2º ponto de controlo, foi o suficiente para perder lugares na classificação, mas o mais importante é que foi também o suficiente para ficar me 3º lugar na geral, o que atendendo as minhas expectativas foi uma vitória.

(O sprint foi uma desagradável surpresa, foi mais do mesmo, mapa ampliado e zona de competição muito mal escolhida, enfim, mais do mesmo. Mesmo assim fui 8º, que até foi bom atendendo aos vários erros que cometi e ao facto de competir juntamente com os escalões de H35 e H40, eu sou H45).

Mapa El Potril (distancia longa)

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XXI Campeonato Iberico – III Meeting de Orientação de Gouveia (Longa)

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Depois de um Sábado repleto de orientação, para Domingo estava reservada a prova de distancia Longa, uma prova que parecia  a partida uma boa possibilidade para eu recuperar uns lugares na classificação geral, pois depois da minha má prestação no sprint, só uma excelente prova me levaria novamente aos lugares cimeiros da classificação.

Mas, isto de ter quarenta e dois anos e ainda correr em Elite, já não é como antigamente, e com um tempo previsto de 100 minutos para o vencedor, esta prova foi mais um desafio aos nossos atletas, e eu pura e simplesmente não estive a altura, entrei bem no mapa, embora devesse ter ido directamente ao caminho para o 1º ponto de controlo, mesmo assim fiz uma boa pernada, pior foi no 7º ponto de controlo, parei no amarelo anterior e perdi cerca de cinco minutos.

Depois do erro no 7º ponto de controlo, alem de pequenos erros na zona dos pontos, voltei a perder mais tempo no 14º ponto de controlo, sendo que a partir desta altura, já a meu discernimento e concentração estavam no limite, nas opções para os pontos de controlo 18º e 19º, as opções já foram baseadas no meu estado físico, que por esta altura já estava no limite, tendo sido eu obrigado a beber agua de todas as linhas de agua que ia cruzando.

Para o 18º ponto de controlo, a minha primeira opção era idêntica a opção do Diogo, (seguir +- junto a linha vermelha), mas como já não tinha forças para pensar, optei pela mais simples, o caminho, já para o 19 ponto de controlo, a primeira opção era seguir sempre pela estrada até a zona do ponto (novamente igual ao Diogo), mas como já não consegui correr rápido, optei por ir a direito, e a ideia até foi boa, dei facilmente com o 20º ponto de controlo, o pior foi que perdi tempo para o 19º e para o 21º ponto de controlo, foi a minha pior fase, pois perdi muito tempo nestes dois pontos de controlo.

Até final foi sempre a sofrer, sendo que já depois do ponto de espectadores ainda perdi tempo no 26º ponto de controlo, e ainda tive de abrandar ainda mais devido ao aparecimento de cãibras.

Resultado final, 10º na etapa e 8º na geral final.

Foram três excelentes provas, o Sprint foi excelente, e os terrenos do Vale do Rossim são excelentes, na minha opinião pessoal a organização deve sentir-se orgulhosa deste evento, eu gostei das três provas, e acho que de vez em quando fazer uma prova mesmo Longa e bom.

A minha critica inicial mantém-se, pois continuo a achar que uma coisa é o que a organização faz, outra coisa é o que certos elementos dessa organização dizem/fazem quando outros clubes erram.

Mapa Vale do Rossim trak (DOMA)

HE , 28C, 12.2km, 510m (23)
Cl. Nome Atleta AN Lic. Clube Tempo Min/Km Pontos
1 Diogo Miguel 89 1888 Ori-Estarreja 2:04:41 10:13 100,00
2 Tiago Gingão Leal 90 4495 GafanhOri 2:06:46 10:23 98,35
3 Pedro Nogueira 82 1111 ADFA 2:09:02 10:34 96,62
4 Tiago Romão 89 2818 ADFA 2:11:45 10:47 94,63
5 Jorge Fortunato 89 2816 Ori-Estarreja 2:13:51 10:58 93,15
6 Gildo Silva 85 2668 COC 2:14:51 11:03 92,46
7 Paulo Franco 81 1132 COC 2:18:59 11:23 89,71
8 João Mega Figueiredo 92 3299 CN Alvito 2:19:58 11:28 89,08
9 Nelson Graça 87 2733 Ori-Estarreja 2:25:00 11:53 85,98
10 Joaquim Sousa- Fanclub 70 1281 COC 2:25:20 11:54 85,79
11 Benet Totusaus 77 08001878 Badalona-O 2:30:41 12:21 82,74
12 Paulo Santos 83 1670 ADFA 2:33:54 12:36 81,01
13 Hélder Marcolino 92 3863 GD4C 2:39:40 13:05 78,08
14 Raúl Ferra 84 30000735 Lorca-O 2:41:55 13:16 77,00
15 Nelson Santos 89 4633 COC 2:55:46 14:24 70,93
16 Luis Leite 76 1811 GD4C 2:59:45 14:44 69,36
17 Cesar Torrejón 77 09002126 Tjalve 3:03:25 15:02 67,97
18 Filipe Dias 85 3555 GD4C 3:11:21 15:41 65,15
19 Rafael Ramos 93 4773 Ori-Estarreja 3:21:05 16:28 62,00
Jose Pereira 78 3593 CP Armada dnf 0:00
Miguel Ángel Martín 89 06003078 CODAN Extremadura mp 7:09
Manuel Horta 90 4429 GafanhOri mp 4:44
Iván Trigales 76 28000140 Los Angeles mp 15:32

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