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Taça dos Países Latinos 1999 – Corunha – Espanha

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Video da participação do COC nesta prova internacional e entrega de prémios.

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Campeonato Iberico Masculino 2018 – Sprint (a prova vista por mim)

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Campeonato Ibérico Masculino de Orientação Pedestre 2018

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Realizou-se este fim de semana de 27 e 28 de Janeiro em Burgohondo – Avila, Espanha, o Campeonato Ibérico Masculino de Orientação Pedestre 2018.

O Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre é constituído por três etapas de Orientação, no sábado de manhã tivemos uma prova de distancia média (prova para durar entre 30 a 35 minutos e realizada na floresta) e a tarde uma prova de sprint (prova para durar de 13 a 15 minutos e normalmente realizada em zona urbana), ficando para domingo a prova de distancia longa (prova para durar de 55 a 60 minutos e realizada na floresta), sendo resultado final apurado no conjunto das três etapas.
Este Ibérico teve nas três etapas três terrenos completamente distintos, sendo o da distancia média constituído por terreno montanhoso de floresta e com muita pedra, o que alem de dificultar a progressão dos atletas, também constituiu um problema na localização exacta dos pontos de controlo devido ao elevado numero de elementos rochosos na zona de alguns pontod de controlo. O sprint teve dois tipos de terreno diferentes, começou com um pouco de floresta, e com o restante percurso em zona urbana.
A distancia longa foi num terreno mais aberto com muitas zonas de cultivo muitos muros e também muita pedra, tornando a prova mais rápida mas muito dura fisicamente.
Na distancia média no mapa de El Pinar de Juanin (Mapa DOMA aqui), senti muitas dificuldades a perceber a cartografia e demorei até conseguir orientar-me, sendo que falhei o 3º ponto de controlo mas foi no 4º onde perdi mais tempo (cerca de 2 minutos) sendo que até final não voltei a cometer erros o que fez que eu consegui-se ser 1º classificado e deixava-me com boas expectativas para o restante Campeonato.
Da parte da tarde na prova de Sprint no mapa de Villanueva de Avila (mapa DOMA aqui) voltei a perder tempo em apenas um ponto de controlo (Ponto 3) mas mesmo assim consegui vencer e consolidar o 1º lugar no Campeonato Ibérico, faltando apenas a Distancia Longa no Domingo de manhã.
A Distancia Longa foi no mapa de Navalmoral de la Sierra (mapa DOMA aqui), um terreno atípico com muitos muros e muita zonas de pedra, sendo que algumas partes até um pouco perigosas para os atletas. Nesta prova tentei não cometer erros e assim o fiz, embora tenha perdido alguns segundos em alguns pontos de controlo, esse tempo deu para voltar a vencer e assim fazer o pleno neste Campeonato Ibérico, com três primeiros lugares nas três provas.
Com estes resultados venci IV Trofeo Maximus (para este troféu contavam as três etapa e todos os atletas presentes, mas para o Campeonato Ibérico apenas os atletas de Portugal e Espanha poderiam vencer o titulo Ibérico) e também o Titulo de Campeão Ibérico em H 45.
Pessoalmente quero agradecer a Serfisio Barcelos pelo apoio prestado na preparação e recuperação do atleta, apoio que tem sido fundamental em todas as conquistas.
A próxima participação é já no fim de semana de 03 e 04 de Fevereiro em Satão.
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Campeonato Ibérico Masculino 2017

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Nos dias 16 e 17 de Setembro, o Clube de Orientação do Minho (.COM), organizou na zona de Salto e Montalegre o Campeonato Ibérico Masculino, evento de Orientação organizado todos os anos de forma alternada em Portugal e Espanha. Este evento foi composto por tres etapas de orientação, Distancia Média (sábado de manha), Sprint (Sábado a Tarde) e Distancia Longa (Domingo de manhã).

Mais uma vez fomos presenteado com uma organização de alto nível, com terrenos e percursos excelentes para a prática da modalidade, o que foi de agrado da maioria dos atletas presentes (eu pessoalmente adoro este tipo de terrenos).

Quanto a minha participação, foi muito boa, tendo sem duvida alcançado um dos objectivos a que me propus que era ser mais uma vez Campeão Ibérico no meu escalão, sendo que o meu objectivo principal, que é e sempre será, fazer provas sem erros técnicos, ficou um pouco longe, tendo sido a prova de distancia média a que mais erros cometi.

Sábado de manhã na zona do Lodeiro de Arque (mapa aqui), fui 2º classificado a mais de 1,46 minutos do vencedor, sendo que este resultado acabou por ser bom atendendo aos erros que cometi. Entrei bem no mapa e até ao 3º ponto de controlo correu muito bem, mas no 4º ponto de controle perdi cerca de 30 segundos para o melhor parcial, mas o pior estava para vir quando ao 6º ponto de controle cometi um erro de navegação e perdi cerca de 3,40 minutos, para piorar ainda fiquei “desorientado” logo a seguir para o 7º e voltei a enterrar mais 1,15 minutos e acabei por entregar o primeiro lugar na geral.

Sábado a tarde fomos até a cidade de Montalegre (mapa aqui), para fazer um percurso de sprint, um percurso que foi feito sem erros técnicos o que me deixou muito satisfeito no final, sendo que venci o sprint com mais de 1 minuto de vantagem para o 2º classificado e recuperei a liderança do Campeonato Ibérico no meu escalão.

Domingo de manhã voltamos a zona do Salto (mapa aqui), para a terceira e ultima etapa deste Campeonato Ibérico, uma prova de distancia Longa. Mais uma vez fiz uma prova muito boa tecnicamente (digo tecnicamente porque fisicamente ainda ando em recuperação de forma), e uma vez que estava em primeiro na geral a ideia era não cometer erros nem arriscar de mais nas opções. Se assim pensei assim o fiz e do tempo que perdi foi no 9º ponto de controlo onde fiz um desvio para ir beber agua (perdi cerca de 40 segundos), e logo de seguida no 10º ponto de controlo onde uma zona de vegetação me fez sair da direcção que queria e acabei por perder cerca de 1,24 minutos, tempo este que acabou por ser insignificante na classificação final pois acabei por ser primeiro classificado na distancia Longa e no Campeonato Ibérico em H45.

Resta-me agradecer aos meus amigos pelo carinho e apoio que sempre me deram, ao COC pelo apoio e a Serfisio Barcelos pela minha recuperação para poder competir ao mais alto nível.

Resultados aqui

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Baú da nossa memória (iniciativa FPO)

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Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999 Sou o Joaquim Sousa.

Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991, durante o Curso de Comandos.

A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação, repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999
Sou o Joaquim Sousa. Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991,durante o Curso de Comandos. A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação,repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória. O que venho partilhar aconteceu em Espanha, na Corunha, em 1999, aquando da Taça dos Países Latinos daquele ano, naquele que foi o meu primeiro (e único) título internacional pela Seleção Nacional. Até há uns anos atrás, Portugal participava na Taça dos Países Latinos, uma competição de Orientação na qual os melhores e as melhores atletas, Juvenil, Júnior e Sénior (1 masculino e 1 feminino de cada escalão) de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Roménia disputavam o Título de Campeão Latino. Em Portugal, os atletas selecionados para esse evento eram os vencedores do ranking da época anterior. Só os vencedores tinham portanto o privilégio de representar Portugal nesta competição. Nesse ano finalmente calhava-me a mim, pois tinha cumprido a regra, de facto. Com efeito, mesmo que tenha mostrado que era o melhor atleta nacional dois-três anos anteriores, não podia participar naquela competição, pois “diz a regra que quem vai é o vencedor do ranking e ponto final”, para usar as palavras do Diretor Técnico Nacional da altura. Abro um parenteses para explicar que à época o sistema de pontuação era diferente, sendo que as provas ‘internacionais’ davam pontos a dobrar para o ranking. Sucede que na altura havia atletas que corriam muito e que acabavam por aproveitar as boleias para arrecadar pontos a dobrar para o ranking. Mas viajemos para a Corunha, para edição de 1999 da Taça dos Países Latinos. No deslocamento da comitiva fui o último a iniciar a viagem, pois só entrei na carrinha da FPO em Braga. No primeiro dia de competição fui segundo classificado, perdendo 5 segundos apenas para uma jovem promessa francesa, de seu nome Tierry Geourgeou, mas adiante do também jovem promissor belga Fabien Pasquasy.
No segundo dia comecei bem a prova. Lembro-me bem de numa opção do percurso ver pegadas e pensar “estou a fazer boa opção, os outros atletas também passaram por aqui”. Acontece que essa opção me levou na direção de um rio. Era novembro. O rio levava muita água. Não havia outra solução que não atravessar, tanto mais que o ponto de controlo seguinte era uns 50 metros depois do rio. Ainda estudei o mapa, mas não vi nenhuma ponte ou passagem. Olhei para montante e jusante, mas também não vi ponte ou passagem. Atravessei! Com a água pelo peito, a minha maior preocupação era manter o mapa e o cartão de controlo fora da água.
Quando cheguei à outra margem fui assaltado por um pensamento: “tanta pegada do outro lado, e agora não se vê pegada nenhuma deste lado!?” Quando vi o ponto de controlo voltei-me a concentrar e esqueci esse assunto – só não esqueci mais depressa porque demorei a aquecer com o frio que estava.
No final da prova, quando conversava com o resto da comitiva nacional, critiquei por a organização obrigar os atletas a atravessar um rio tão perigoso, ainda para mais com um frio como o que estava. Todos me responderam que tinham utilizado a ponte para atravessar. Claro que contrapus que tal ponte não existia. Mas depois de ver no mapa deles verifiquei que afinal havia uma ponte. Porque é que eu não a tinha visto? Fui ver o meu mapa e lá estava ela, escondida, um centímetro depois da dobra do mapa. Sim, tenho o hábito de dobrar o mapa de maneira que fique apenas um ou dois pontos de controlo visível. Estava explicada a razão de não ter visto as pegadas do outro lado do rio. Os restantes atletas correram uns 150 metros ao longo do rio para passar na ponte. Devia ter feito o mesmo, sempre era melhor que correr gelado depois de sair da água. Mas não há prova molhada que não seja abençoada, como diz o famoso adágio popular. Venci o segundo
dia por uma margem de cinco minutos. No final fui coroado grande vencedor da Taça dos Países Latinos 1999, naquele que foi o primeiro título deseleções para Portugal.
Enquanto para todos os portugueses havia um título para festejar, estranhamente para mim era apenas mais uma vitória, igual a dezenas outras que já tinha conquistado. Só nos meses seguintes, depois de inúmeras felicitações e de ter sido nomeado para Atleta do Ano junto da Confederação do Desporto de Portugal, é que tive a real noção do feito alcançado.

Autor: Joaquim Sousa
Baú da Nossa Memória

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