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Campeonato Iberico Masculino 2018 – Sprint (a prova vista por mim)

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Campeonato Ibérico Masculino de Orientação Pedestre 2018

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Realizou-se este fim de semana de 27 e 28 de Janeiro em Burgohondo – Avila, Espanha, o Campeonato Ibérico Masculino de Orientação Pedestre 2018.

O Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre é constituído por três etapas de Orientação, no sábado de manhã tivemos uma prova de distancia média (prova para durar entre 30 a 35 minutos e realizada na floresta) e a tarde uma prova de sprint (prova para durar de 13 a 15 minutos e normalmente realizada em zona urbana), ficando para domingo a prova de distancia longa (prova para durar de 55 a 60 minutos e realizada na floresta), sendo resultado final apurado no conjunto das três etapas.
Este Ibérico teve nas três etapas três terrenos completamente distintos, sendo o da distancia média constituído por terreno montanhoso de floresta e com muita pedra, o que alem de dificultar a progressão dos atletas, também constituiu um problema na localização exacta dos pontos de controlo devido ao elevado numero de elementos rochosos na zona de alguns pontod de controlo. O sprint teve dois tipos de terreno diferentes, começou com um pouco de floresta, e com o restante percurso em zona urbana.
A distancia longa foi num terreno mais aberto com muitas zonas de cultivo muitos muros e também muita pedra, tornando a prova mais rápida mas muito dura fisicamente.
Na distancia média no mapa de El Pinar de Juanin (Mapa DOMA aqui), senti muitas dificuldades a perceber a cartografia e demorei até conseguir orientar-me, sendo que falhei o 3º ponto de controlo mas foi no 4º onde perdi mais tempo (cerca de 2 minutos) sendo que até final não voltei a cometer erros o que fez que eu consegui-se ser 1º classificado e deixava-me com boas expectativas para o restante Campeonato.
Da parte da tarde na prova de Sprint no mapa de Villanueva de Avila (mapa DOMA aqui) voltei a perder tempo em apenas um ponto de controlo (Ponto 3) mas mesmo assim consegui vencer e consolidar o 1º lugar no Campeonato Ibérico, faltando apenas a Distancia Longa no Domingo de manhã.
A Distancia Longa foi no mapa de Navalmoral de la Sierra (mapa DOMA aqui), um terreno atípico com muitos muros e muita zonas de pedra, sendo que algumas partes até um pouco perigosas para os atletas. Nesta prova tentei não cometer erros e assim o fiz, embora tenha perdido alguns segundos em alguns pontos de controlo, esse tempo deu para voltar a vencer e assim fazer o pleno neste Campeonato Ibérico, com três primeiros lugares nas três provas.
Com estes resultados venci IV Trofeo Maximus (para este troféu contavam as três etapa e todos os atletas presentes, mas para o Campeonato Ibérico apenas os atletas de Portugal e Espanha poderiam vencer o titulo Ibérico) e também o Titulo de Campeão Ibérico em H 45.
Pessoalmente quero agradecer a Serfisio Barcelos pelo apoio prestado na preparação e recuperação do atleta, apoio que tem sido fundamental em todas as conquistas.
A próxima participação é já no fim de semana de 03 e 04 de Fevereiro em Satão.
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Campeonato Ibérico Masculino 2017

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Nos dias 16 e 17 de Setembro, o Clube de Orientação do Minho (.COM), organizou na zona de Salto e Montalegre o Campeonato Ibérico Masculino, evento de Orientação organizado todos os anos de forma alternada em Portugal e Espanha. Este evento foi composto por tres etapas de orientação, Distancia Média (sábado de manha), Sprint (Sábado a Tarde) e Distancia Longa (Domingo de manhã).

Mais uma vez fomos presenteado com uma organização de alto nível, com terrenos e percursos excelentes para a prática da modalidade, o que foi de agrado da maioria dos atletas presentes (eu pessoalmente adoro este tipo de terrenos).

Quanto a minha participação, foi muito boa, tendo sem duvida alcançado um dos objectivos a que me propus que era ser mais uma vez Campeão Ibérico no meu escalão, sendo que o meu objectivo principal, que é e sempre será, fazer provas sem erros técnicos, ficou um pouco longe, tendo sido a prova de distancia média a que mais erros cometi.

Sábado de manhã na zona do Lodeiro de Arque (mapa aqui), fui 2º classificado a mais de 1,46 minutos do vencedor, sendo que este resultado acabou por ser bom atendendo aos erros que cometi. Entrei bem no mapa e até ao 3º ponto de controlo correu muito bem, mas no 4º ponto de controle perdi cerca de 30 segundos para o melhor parcial, mas o pior estava para vir quando ao 6º ponto de controle cometi um erro de navegação e perdi cerca de 3,40 minutos, para piorar ainda fiquei “desorientado” logo a seguir para o 7º e voltei a enterrar mais 1,15 minutos e acabei por entregar o primeiro lugar na geral.

Sábado a tarde fomos até a cidade de Montalegre (mapa aqui), para fazer um percurso de sprint, um percurso que foi feito sem erros técnicos o que me deixou muito satisfeito no final, sendo que venci o sprint com mais de 1 minuto de vantagem para o 2º classificado e recuperei a liderança do Campeonato Ibérico no meu escalão.

Domingo de manhã voltamos a zona do Salto (mapa aqui), para a terceira e ultima etapa deste Campeonato Ibérico, uma prova de distancia Longa. Mais uma vez fiz uma prova muito boa tecnicamente (digo tecnicamente porque fisicamente ainda ando em recuperação de forma), e uma vez que estava em primeiro na geral a ideia era não cometer erros nem arriscar de mais nas opções. Se assim pensei assim o fiz e do tempo que perdi foi no 9º ponto de controlo onde fiz um desvio para ir beber agua (perdi cerca de 40 segundos), e logo de seguida no 10º ponto de controlo onde uma zona de vegetação me fez sair da direcção que queria e acabei por perder cerca de 1,24 minutos, tempo este que acabou por ser insignificante na classificação final pois acabei por ser primeiro classificado na distancia Longa e no Campeonato Ibérico em H45.

Resta-me agradecer aos meus amigos pelo carinho e apoio que sempre me deram, ao COC pelo apoio e a Serfisio Barcelos pela minha recuperação para poder competir ao mais alto nível.

Resultados aqui

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Baú da nossa memória (iniciativa FPO)

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Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999 Sou o Joaquim Sousa.

Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991, durante o Curso de Comandos.

A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação, repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999
Sou o Joaquim Sousa. Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991,durante o Curso de Comandos. A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação,repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória. O que venho partilhar aconteceu em Espanha, na Corunha, em 1999, aquando da Taça dos Países Latinos daquele ano, naquele que foi o meu primeiro (e único) título internacional pela Seleção Nacional. Até há uns anos atrás, Portugal participava na Taça dos Países Latinos, uma competição de Orientação na qual os melhores e as melhores atletas, Juvenil, Júnior e Sénior (1 masculino e 1 feminino de cada escalão) de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Roménia disputavam o Título de Campeão Latino. Em Portugal, os atletas selecionados para esse evento eram os vencedores do ranking da época anterior. Só os vencedores tinham portanto o privilégio de representar Portugal nesta competição. Nesse ano finalmente calhava-me a mim, pois tinha cumprido a regra, de facto. Com efeito, mesmo que tenha mostrado que era o melhor atleta nacional dois-três anos anteriores, não podia participar naquela competição, pois “diz a regra que quem vai é o vencedor do ranking e ponto final”, para usar as palavras do Diretor Técnico Nacional da altura. Abro um parenteses para explicar que à época o sistema de pontuação era diferente, sendo que as provas ‘internacionais’ davam pontos a dobrar para o ranking. Sucede que na altura havia atletas que corriam muito e que acabavam por aproveitar as boleias para arrecadar pontos a dobrar para o ranking. Mas viajemos para a Corunha, para edição de 1999 da Taça dos Países Latinos. No deslocamento da comitiva fui o último a iniciar a viagem, pois só entrei na carrinha da FPO em Braga. No primeiro dia de competição fui segundo classificado, perdendo 5 segundos apenas para uma jovem promessa francesa, de seu nome Tierry Geourgeou, mas adiante do também jovem promissor belga Fabien Pasquasy.
No segundo dia comecei bem a prova. Lembro-me bem de numa opção do percurso ver pegadas e pensar “estou a fazer boa opção, os outros atletas também passaram por aqui”. Acontece que essa opção me levou na direção de um rio. Era novembro. O rio levava muita água. Não havia outra solução que não atravessar, tanto mais que o ponto de controlo seguinte era uns 50 metros depois do rio. Ainda estudei o mapa, mas não vi nenhuma ponte ou passagem. Olhei para montante e jusante, mas também não vi ponte ou passagem. Atravessei! Com a água pelo peito, a minha maior preocupação era manter o mapa e o cartão de controlo fora da água.
Quando cheguei à outra margem fui assaltado por um pensamento: “tanta pegada do outro lado, e agora não se vê pegada nenhuma deste lado!?” Quando vi o ponto de controlo voltei-me a concentrar e esqueci esse assunto – só não esqueci mais depressa porque demorei a aquecer com o frio que estava.
No final da prova, quando conversava com o resto da comitiva nacional, critiquei por a organização obrigar os atletas a atravessar um rio tão perigoso, ainda para mais com um frio como o que estava. Todos me responderam que tinham utilizado a ponte para atravessar. Claro que contrapus que tal ponte não existia. Mas depois de ver no mapa deles verifiquei que afinal havia uma ponte. Porque é que eu não a tinha visto? Fui ver o meu mapa e lá estava ela, escondida, um centímetro depois da dobra do mapa. Sim, tenho o hábito de dobrar o mapa de maneira que fique apenas um ou dois pontos de controlo visível. Estava explicada a razão de não ter visto as pegadas do outro lado do rio. Os restantes atletas correram uns 150 metros ao longo do rio para passar na ponte. Devia ter feito o mesmo, sempre era melhor que correr gelado depois de sair da água. Mas não há prova molhada que não seja abençoada, como diz o famoso adágio popular. Venci o segundo
dia por uma margem de cinco minutos. No final fui coroado grande vencedor da Taça dos Países Latinos 1999, naquele que foi o primeiro título deseleções para Portugal.
Enquanto para todos os portugueses havia um título para festejar, estranhamente para mim era apenas mais uma vitória, igual a dezenas outras que já tinha conquistado. Só nos meses seguintes, depois de inúmeras felicitações e de ter sido nomeado para Atleta do Ano junto da Confederação do Desporto de Portugal, é que tive a real noção do feito alcançado.

Autor: Joaquim Sousa
Baú da Nossa Memória

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Campeonato Ibérico de Orientação 2016 – Média

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Depois da Distancia Longa e Sprint em floresta no Sábado, no Domingo realizou-se a Distancia Média no centro Histórico de Ciudad Rodrigo.

Se por um lado estava motivado pelo facto de não estar com muitas dores no tendão, por outro lado o facto da prova ser toda em estrada estava a deixar-me com algum receio das dores que se iriam seguir, ainda por cima sendo a terceira prova em 24 horas.

Depois de pegar no mapa e verificar que a primeira parte (tinha-mos troca de mapa) da prova era só dentro da zona histórica, motivou-me ainda mais pois a prova era técnica o que me dava esperanças de um bom resultado.

Comecei bem, sem hesitar, consegui fazer a antecipação e simplificação, só não consegui correr a 100%, 1º ponto feito, 2º também, com a antecipação verifiquei que para o 3º ponto de controlo era só correr por cima da muralha, mas, a certa altura e a uns 150 metros de chegar ao ponto vi que no mapa a muralha estava pintada de vermelho, cor que associei a zonas proibidas na Orientação, por isso desci da muralha e fiquei um pouco perdido em relação ao que poderia fazer para chegar ao 3º ponto de controlo, uma vez que o ponto era em cima da muralha mas no mapa tinha vermelho na muralha dos dois lados por onde se poderia aceder ao ponto de controlo. Fiquei um pouco perdido, mas com a certeza onde eu me encontrava, pois o 4º ponto de controlo estava a uns 50 metros de mim o que me fazia ainda mais confusão. Pensei, pensei e voltei a pensar o que a organização queria que eu fizesse para conseguir chegar ao ponto e depois de alguns segundos (que pareceram uma eternidade) comecei a ver outros atletas a passar por debaixo da muralha foi então que percebi que se calhar o vermelho não era proibido mas sim os túneis existente.

Voltei a subir a muralha e corri de raiva ignorando a dor e o cansaço, não voltei a cometer nenhum erro nem hesitações até final da prova.

No final analisando os splites verifiquei que tinha feito o 2º melhor tempo para o 1º pontos de controlo e o melhor tempo para o 2º ponto de controlo o que já me colocava em 1º lugar na geral, com aquele erro acabei por fazer o 36º tempo nessa pernada e passei de 1º na geral para 13º, só voltei a recuperar a liderança ao 15º ponto de controlo.

Splites

Media parte 1

Media parte 2

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