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Baú da nossa memória (iniciativa FPO)

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Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999 Sou o Joaquim Sousa.

Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991, durante o Curso de Comandos.

A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação, repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999.

Joaquim Sousa e a sua aventura na TPL de 1999
Sou o Joaquim Sousa. Sou natural de Galegos Santa Maria, uma das muitas freguesias do concelho de Barcelos. Embora federado apenas em 1994, sou atleta de Orientação desde 1992 e tive conhecimento e primeiro contato com a modalidade em 1991,durante o Curso de Comandos. A convite da FPO, venho contar uma curta história desse longo percurso de 25 anos de Orientação,repleto tanto do distinto como do banal, contribuindo assim para o Viver Orientação: Baú da nossa Memória. O que venho partilhar aconteceu em Espanha, na Corunha, em 1999, aquando da Taça dos Países Latinos daquele ano, naquele que foi o meu primeiro (e único) título internacional pela Seleção Nacional. Até há uns anos atrás, Portugal participava na Taça dos Países Latinos, uma competição de Orientação na qual os melhores e as melhores atletas, Juvenil, Júnior e Sénior (1 masculino e 1 feminino de cada escalão) de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália, Roménia disputavam o Título de Campeão Latino. Em Portugal, os atletas selecionados para esse evento eram os vencedores do ranking da época anterior. Só os vencedores tinham portanto o privilégio de representar Portugal nesta competição. Nesse ano finalmente calhava-me a mim, pois tinha cumprido a regra, de facto. Com efeito, mesmo que tenha mostrado que era o melhor atleta nacional dois-três anos anteriores, não podia participar naquela competição, pois “diz a regra que quem vai é o vencedor do ranking e ponto final”, para usar as palavras do Diretor Técnico Nacional da altura. Abro um parenteses para explicar que à época o sistema de pontuação era diferente, sendo que as provas ‘internacionais’ davam pontos a dobrar para o ranking. Sucede que na altura havia atletas que corriam muito e que acabavam por aproveitar as boleias para arrecadar pontos a dobrar para o ranking. Mas viajemos para a Corunha, para edição de 1999 da Taça dos Países Latinos. No deslocamento da comitiva fui o último a iniciar a viagem, pois só entrei na carrinha da FPO em Braga. No primeiro dia de competição fui segundo classificado, perdendo 5 segundos apenas para uma jovem promessa francesa, de seu nome Tierry Geourgeou, mas adiante do também jovem promissor belga Fabien Pasquasy.
No segundo dia comecei bem a prova. Lembro-me bem de numa opção do percurso ver pegadas e pensar “estou a fazer boa opção, os outros atletas também passaram por aqui”. Acontece que essa opção me levou na direção de um rio. Era novembro. O rio levava muita água. Não havia outra solução que não atravessar, tanto mais que o ponto de controlo seguinte era uns 50 metros depois do rio. Ainda estudei o mapa, mas não vi nenhuma ponte ou passagem. Olhei para montante e jusante, mas também não vi ponte ou passagem. Atravessei! Com a água pelo peito, a minha maior preocupação era manter o mapa e o cartão de controlo fora da água.
Quando cheguei à outra margem fui assaltado por um pensamento: “tanta pegada do outro lado, e agora não se vê pegada nenhuma deste lado!?” Quando vi o ponto de controlo voltei-me a concentrar e esqueci esse assunto – só não esqueci mais depressa porque demorei a aquecer com o frio que estava.
No final da prova, quando conversava com o resto da comitiva nacional, critiquei por a organização obrigar os atletas a atravessar um rio tão perigoso, ainda para mais com um frio como o que estava. Todos me responderam que tinham utilizado a ponte para atravessar. Claro que contrapus que tal ponte não existia. Mas depois de ver no mapa deles verifiquei que afinal havia uma ponte. Porque é que eu não a tinha visto? Fui ver o meu mapa e lá estava ela, escondida, um centímetro depois da dobra do mapa. Sim, tenho o hábito de dobrar o mapa de maneira que fique apenas um ou dois pontos de controlo visível. Estava explicada a razão de não ter visto as pegadas do outro lado do rio. Os restantes atletas correram uns 150 metros ao longo do rio para passar na ponte. Devia ter feito o mesmo, sempre era melhor que correr gelado depois de sair da água. Mas não há prova molhada que não seja abençoada, como diz o famoso adágio popular. Venci o segundo
dia por uma margem de cinco minutos. No final fui coroado grande vencedor da Taça dos Países Latinos 1999, naquele que foi o primeiro título deseleções para Portugal.
Enquanto para todos os portugueses havia um título para festejar, estranhamente para mim era apenas mais uma vitória, igual a dezenas outras que já tinha conquistado. Só nos meses seguintes, depois de inúmeras felicitações e de ter sido nomeado para Atleta do Ano junto da Confederação do Desporto de Portugal, é que tive a real noção do feito alcançado.

Autor: Joaquim Sousa
Baú da Nossa Memória

Contra Relogio

Corrida Contra Relógio Escadório Bom Jesus – Verão 2016 (video da prova)

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Ontem sábado dia 02 de Julho fui até Braga para participar no Contra Relógio do Escadório do Bom Jesus, foram 566 degraus, 615 metros de cumprimento com 116 metros de desnível.
Há muito tempo que queria participar mas devido ao meu problema físico apenas consegui participar desta vez.
Fiz o 8º tempo da geral (classificação única) com 04,58 minutos muito longe do vencedor que fez 03.50 minutos, para primeira vez e sem muito treino esteve bom, quase de certeza que na corrida de Outono (fazem 4 corridas por ano, primavera, verão, outono e inverno) farei melhor.

Podem ver o filme da minha prova em aqui.

Logo CPOC

Lisbon International Orienteering Meeting 2016

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No fim de semana de 30 e 31 de Janeiro de 2016 o CPOC (Clube Português de Orientação e Corrida) realizou na zona de Lisboa e Sesimbra o LIOM (Lisbon International Orienteering Meeting), sendo que a minha participação ficou-se apenas pela prova de distancia longa realizada no Domingo dia 31 em Sesimbra no mapa Lagoa/Meco.

Sem poder treinar durante toda a semana (efeito das três etapas do Campeonato Ibérico), esta prova foi feita com algum sofrimento e com mais erros que o esperado.

Comecei a prova com algumas cautelas, sendo que a minha maior preocupação era conseguir manter um ritmo que me permitisse correr até ao final.

O primeiro grande erro foi no 7º ponto, achei o ponto simples mas já na zona não vi a baliza, como fui a confiança fiquei sem saber se estava a esquerda ou a direita do ponto e afinal depois de perceber qual tinha sido o meu erro, dei com a baliza enfiada dentro do buraco…

No 10º ponto segui pelo caminho errado já junto ao ponto o que fez com que atacasse mal o ponto.

No 13º ponto, mais uma vez fui com excesso de confiança, teoricamente um ponto de controlo a meia encosta (e com encosta pequena), é um ponto que se veria sem dificuldades, então fui a confiança e já na zona olhei e não vi ponto algum mais uma vez tentei perceber qual o meu erro (não podia ser muito grande pois a ultima vez que tinha visto o mapa e escolhido o ponto de ataque tinha sido a uns 30 ou 40 metros do local onde supostamente estaria o meu ponto de controlo. O que é certo é que onde eu estava tinha lá um ponto de controlo mas não era o meu, o que era muito estranho pois a zona onde eu estava era pequena para ter dois pontos de controlo, fiquei momentaneamente desorientado e mais uma vez sem saber se me encontrava a direita ou esquerda do ponto, pensei voltar para traz, mas depois de voltara a olhar bem para o mapa vi que se corresse para Este até ao caminho eu era obrigado a tropeçar no ponto. Qual o meu espanto quando chego perto do caminho e não vejo ponto nenhum, para mim era impossível isso estar a acontecer (na minha cabeça milhões de pensamentos se cruzavam, como era possível?????, onde eu estaria??????, como era possível eu errar um ponto daquela maneira????, onde eu estaria se afinal a encosta não era aquela??????, como falhei um azimute a apenas 20 ou 30 metros??????, mas afinal onde eu estava ao certo???? olhei para o mapa, fiz uma visualização dos meus passos, o caminho era aquele, a encosta era aquela, eu tinha de estar em cima do ponto, depois la vi atletas a ir a sensivelmente uns 5 metros de mim e a ir a um buraco na parte de cima da encosta controlar o ponto… Mais uma vez uma armadilha, eu estava numa pequena depressão, mas a baliza estava numa pequena depressão que me pareceu ter sido escavada recentemente. 

Depois deste erro desmotivei e o cansaço fez o resto, enfim, gostei do mapa e do percurso e fiquei com pena de não conseguir fazer as duas etapas de Sábado mas prometo que numa próxima prova nesses mapas tentarei não faltar.

Mapa no DOMA

FPO_web

Federação Portuguesa de Orientação 25 anos

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Para quem não viu.

Medalha 2013

Feliz ano de 2015

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Ola amigos e amigas seguidores desta pagina.
Antes de falar deste ano que termina hoje, quero desde ja desejar um dia feliz para todos e que 2015 seja a realização de todos os vossos desejos.
Este ano que termina é sem duvida para mim (Joaquim Sousa) o pior ano desportivo de sempre, não pelos resultados (esses a muito que deixaram de ter relevância) mas pelo facto de ser obrigado a deixar de estar com os meus amigos e depois por me ter incapacitado de poder fazer o que gosto, Orientação (desporto).
Ano passado (2013) depois do WMOC em Agosto decidi parar com a ideia que uns tratamentos me deixariam voltar a treinar sem dores no tendão direito, dor essa que já vem dês de a uns 5 anos atrás.
Nesse mês de Agosto fiz tratamento por ondas de choque mas o resultado foi nulo, depois de vários tratamentos as calcificações eram exactamente as mesmas.
Resolvi fazer exames e ser operado pela caixa (Serviço Nacional de Saúde), em Janeiro comecei os exames e em Junho foi-me dado o veredicto, tinha realmente cerca de 3 cm de calcificações no tendão de Aquiles, mas o ortopedista que durante 6 meses me mandou fazer exames não me ia operar pois não queria correr riscos (palavras dele).
Decidido a acabar com esta dor no pé que ja me impedia de andar bem resolvi falar com o Dr Paulo Amado e 15 dias depois estava a ser operado.
Infelizmente e depois de 3 meses de fisioterapia as dores eram piores que antes de ser operado por isso depois de um TAC e de serem detectadas a continuação das calcificações a solução passou por uma segunda operação mas desta vez com o corte total do tendão (para limpar totalmente) e com a colocação de uma ancora (ancora = algo artificial que agora esta a colar o tendão ao osso do pé).
E foi assim meus amigos.
Agora estou em recuperação (descanso completo) e dia 5 de Janeiro terei consulta para poder começar novamente com a fisioterapia, por isso espero poder ir ao POM (ver os amigos, só isso e juliar o Banito, claro), espero que corra tudo bem para poder voltar a semear a discórdia por essas florestas foras, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

A todos um excelente dia e um ano de 2015 cheio de tudo que ha de melhor…

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