Realizou-se de 25 a 28 de Fevereiro nas zonas de Crato, Alter do Chão e Portalegre o Portugal “O” Meeting 2017, este ano consagrada a prova com mais atletas organizada por um clube (a prova organizada em Portugal com mais atletas foi o Mundial de Veteranos – WMOC 2008).

Este POM tinha tudo para ser excelente, bom clube a organizar e bom terreno para competir, ainda por cima o São Pedro resolver brindar os atletas com três dias de sol e apenas um pouco de chuva no quarto dia, por isso no final a satisfação foi geral.

Depois de alguns meses sem conseguir treinar em condições, regressei aos treinos progressivamente e depois de em Coimbra há oito dias ter conseguido fazer três provas sem me ressentir da lesão, as minhas expectativas eram apenas de terminar o evento sem agravar a lesão independentemente qual fosse o resultado final na competição.

No primeiro dia de competição corremos no mapa da Aldeia da Mata, terreno bastante técnico o que foi do meu agrada, embora tenha sentido bastante dificuldade em manter um ritmo forte na corrida consegui fazer o percurso sem cometer erros técnicos e que fez com que fosse 10º classificado na geral e 2º português a mais de quatro minutos do vencedor.

No segundo voltamos a Aldeia da Mata desta vez para uma prova de distancia longa, sem treinar em condições e sabendo da dureza do terreno, estava um pouco receoso da minha prestação em termos físicos, pois se na media já tinha sentido dificuldade, na longa era previsível o dobro dos problemas. Felizmente senti-me bem, não tinha velocidade mas pelo menos consegui ler o mapa enquanto corria. Desta vez apenas tive uma pequena hesitação para o 9º ponto de controlo mas sem grande influencia no resultado final. Voltei a ser 10 classificado na geral mas fui o melhor Português, perdi para o vencedor deste dia cerca de dez minutos.

No terceiro dia mudamos de zona e fomos até Portalegre, para correr uma prova de distancia media no mapa de Entre-Ribeiras e Coutadas, terreno muito complicado com o traçado do percurso e a colocação dos pontos a beneficiar em muito a competição. Com a mudança de terreno, senti alguma dificuldade a ler o mapa no inicio da minha prova, o que fez que perdesse algum tempo logo no 1º ponto de controlo fazendo-me recear o resto da prova. Fisicamente não senti dificuldade mas senti muita dificuldade em encontrar alguns pontos de controlo (até ao ponto ia bem mas tinha dificuldade já dentro do circulo em encontrar a baliza), por isso não estranhei o resultado final, fui 14º na geral e 4º Português a mais de sete minutos do vencedor.

No quarto dia voltamos a Portalegre e ao mesmo mapa, mas desta vez para uma prova de distancia longa, se na media senti algumas dificuldade nem queria pensar como seria a longa. Surpreendentemente senti-me bem fisicamente e depois de voltar a perder tempo na zona do primeiro tempo (como a pernada para o 2º ponto de controlo era muito longa, comecei a ver a melhor maneira de a fazer e desliguei um pouco da navegação para o 1º ponto de controlo), depois disso foi prego a fundo e fiz uma boa prova, quer física quer técnica, acabando por ser 6º na geral e mais uma vez o melhor português, perdi para o vencedor mais de sete minutos.

No final das quatro provas fiquei em 6º da geral (em 103 atletas) sendo o melhor português neste escalão de M45 (Homens + 45 anos).

Resta-me agradecer ao Grupo desportivo 4 caminhos pelo excelente evento, aos meus amigos pela companhia e a Serfisio por me ajudar na minha recuperação.

(logo que consiga os mapas partilharei os meus percursos aqui na pagina)